Falta de direção: por que não falta dev

Falta de direção: por que não falta dev

O problema não é falta de dev. É falta de direção: como alinhar engenharia, produto e negócio

O problema não é falta de dev. É falta de direção quando a empresa contrata mais pessoas, adiciona ferramentas e ainda assim mantém atrasos, retrabalho e baixa previsibilidade. Neste artigo, você vai entender como transformar a execução: conectando estratégia, discovery e delivery com governança leve, métricas corretas e um modelo operacional que prioriza impacto e reduz risco em projetos críticos.

O que é O problema não é falta de dev. É falta de direção

O problema não é falta de dev. É falta de direção descreve uma falha de gestão de produto e engenharia em que capacidade de desenvolvimento existe, porém a organização não converte essa capacidade em resultados. Em vez de um gargalo de pessoas, surge um gargalo de clareza: objetivos mal definidos, decisões fragmentadas e prioridades instáveis. Como consequência, a equipe entrega volume de tarefas, mas não entrega valor com consistência.

Na prática, esse cenário aparece quando o roadmap muda semanalmente, quando o backlog acumula itens sem hipótese validada e quando “urgências” substituem critérios. Além disso, o ciclo de feedback fica lento: a engenharia só descobre o que era “certo” depois que já construiu. Portanto, o desperdício cresce de forma silenciosa, mesmo com um time competente.

Direção, aqui, não significa microgestão. Pelo contrário: significa criar um sistema de decisão. Esse sistema conecta estratégia (por que fazer), produto (o que resolver e para quem) e engenharia (como entregar com qualidade). Dessa forma, o time ganha autonomia com contexto, e a liderança ganha previsibilidade com transparência.

Para decisores B2B, o ponto crítico é econômico. Quando O problema não é falta de dev. É falta de direção, o custo não é apenas de atraso. Também há perda de oportunidade, aumento de risco operacional, dívida técnica acelerada e desgaste entre áreas. Consequentemente, a organização paga duas vezes: primeiro para construir, depois para corrigir.

Como funciona O problema não é falta de dev. É falta de direção

Para resolver O problema não é falta de dev. É falta de direção, você precisa operar com um fluxo integrado de decisão e execução. Em geral, empresas maduras tratam direção como um conjunto de rituais, artefatos e métricas que reduz incerteza e estabiliza prioridades. Assim, engenharia e produto deixam de trabalhar por “tarefas” e passam a trabalhar por “resultados”.

O funcionamento pode ser entendido em quatro camadas que se reforçam:

1) Estratégia traduzida em objetivos operacionais

Primeiro, a liderança define objetivos mensuráveis (por exemplo, retenção, conversão, eficiência operacional). Em seguida, transforma esses objetivos em resultados-chave e restrições (prazo regulatório, orçamento, SLAs, segurança). Portanto, direção começa com escolhas explícitas, não com listas infinitas.

2) Descoberta (discovery) com hipóteses e evidência

Depois, produto e engenharia validam problema, impacto e abordagem antes do build. Para isso, usam entrevistas, análise de funil, dados de suporte, testes A/B quando aplicável e prototipação. Além disso, definem hipótese, métrica de sucesso e critérios de aceite. Dessa forma, o time reduz retrabalho e evita construir soluções para sintomas.

3) Entrega (delivery) com governança leve e previsibilidade

Na sequência, a execução usa planejamento por capacidade, gestão de dependências, definição de pronto, revisão técnica e observabilidade. Em vez de prometer datas sem base, a liderança trabalha com faixas de previsão e riscos explicitados. Assim, O problema não é falta de dev. É falta de direção deixa de ser um sentimento e vira um conjunto de sinais controláveis.

4) Feedback contínuo com métricas de produto e engenharia

Por fim, o time mede resultados e ajusta rapidamente. Métricas como lead time, taxa de falhas em produção, adoção de features e NPS transacional ajudam a equilibrar velocidade e qualidade. Além disso, revisões pós-incidente e análise de causa raiz mantêm a estabilidade. Consequentemente, a organização aprende mais rápido do que muda o contexto.

Essa abordagem se alinha ao que consultorias e pesquisas destacam sobre foco, priorização e execução. Por exemplo, discussões sobre produtividade e desempenho organizacional frequentemente reforçam a necessidade de alinhar estratégia e operação com métricas e decisões claras. Uma referência útil para o debate executivo é a McKinsey, que publica análises sobre transformação digital e modelos operacionais em escala.

Em paralelo, O problema não é falta de dev. É falta de direção também aparece quando a empresa mede apenas output (tickets, story points) e não mede outcome (impacto no negócio). Portanto, a correção exige trocar o “controle por atividade” por “gestão por resultados”, sem perder disciplina técnica.

Principais benefícios de O problema não é falta de dev. É falta de direção

Quando você trata O problema não é falta de dev. É falta de direção como um problema de sistema, os ganhos aparecem em performance, risco e alinhamento. A seguir, benefícios concretos que líderes técnicos costumam observar em semanas, e consolidam em ciclos trimestrais.

  • Prioridades estáveis e justificadas: decisões deixam de depender do último pedido urgente e passam a seguir critérios explícitos de impacto, risco e esforço.
  • Redução de retrabalho: discovery e critérios de sucesso diminuem reescritas, “refactors de pânico” e projetos que não chegam a adoção.
  • Previsibilidade de entrega: com capacidade, dependências e riscos visíveis, a empresa melhora compromissos com áreas comerciais, operações e clientes.
  • Menos dívida técnica por acidente: governança leve e padrões de arquitetura evitam acúmulo silencioso de complexidade.
  • Melhor eficiência de squads: squads passam a trabalhar em problemas completos, com autonomia orientada por resultados.
  • Qualidade e estabilidade em produção: observabilidade, testes e práticas de confiabilidade reduzem incidentes e aumentam confiança interna.
  • Decisão executiva mais rápida: com dados e trade-offs claros, o comitê decide sem “reabrir discussão” a cada sprint.

Além disso, ao resolver O problema não é falta de dev. É falta de direção, a empresa melhora a comunicação com stakeholders. Em vez de relatórios de atividade, ela apresenta progresso por objetivos, riscos e valor entregue. Consequentemente, o patrocínio executivo se torna mais sustentável.

Comparativo: O problema não é falta de dev. É falta de direção vs modelo tradicional

Uma forma prática de avaliar maturidade é comparar o modelo orientado por direção com o modelo tradicional focado em volume de entregas. A tabela abaixo destaca diferenças operacionais que impactam diretamente custo, prazo e risco.

Dimensão O problema não é falta de dev. É falta de direção (modelo orientado por direção) Modelo tradicional (foco em output)
Priorização Critérios explícitos (impacto, risco, custo de atraso) e revisões cadenciadas Fila por urgência e influência; mudanças frequentes sem lastro
Discovery Hipóteses, evidências e métricas de sucesso antes do build Escopo definido cedo; validação acontece tarde, geralmente após deploy
Planejamento Capacidade real, dependências visíveis e gestão de riscos Datas impostas; capacidade assumida; risco tratado reativamente
Métricas Outcomes (adoção, conversão, eficiência) + saúde de engenharia (lead time, falhas) Outputs (tarefas, pontos, horas) com pouca relação com valor
Arquitetura Padrões, decisões registradas e evolução guiada por produto e confiabilidade Decisões ad hoc; dívida técnica cresce até virar bloqueio
Governança Rituais leves, transparência e accountability por objetivos Controle por status; escalonamento constante; baixa autonomia
Risco Mitigação contínua (segurança, compliance, resiliência) Correção pós-incidente; risco “aparece” no final

Esse comparativo deixa claro por que O problema não é falta de dev. É falta de direção se manifesta mesmo em empresas que contratam bem. Sem um sistema, mais capacidade só acelera a produção de coisas erradas, ou aumenta o volume de trabalho parcialmente concluído.

Quando implementar O problema não é falta de dev. É falta de direção na sua empresa

Você deve atacar O problema não é falta de dev. É falta de direção quando sinais de desalinhamento começam a afetar execução e resultado. Em muitos casos, o problema já existe, mas fica mascarado por heroísmo e horas extras. Portanto, procure gatilhos objetivos.

Sinais típicos em tecnologia e produto

Considere implementar quando você observa, de forma recorrente:

  • Roadmap volátil: o time troca de prioridade sem replanejamento formal e sem análise de impacto.
  • Backlog inflado: muitos itens sem dono, sem hipótese e sem definição clara de sucesso.
  • Entregas que não movimentam métricas: features vão para produção, porém adoção e impacto ficam abaixo do esperado.
  • Dependências travando squads: integrações, dados, segurança e infraestrutura geram filas invisíveis.
  • Incidentes repetidos: falhas retornam porque a organização não fecha a causa raiz.
  • Conflito entre áreas: produto, engenharia, comercial e operações discutem “prioridade” sem uma linguagem comum.

Momentos corporativos que amplificam o risco

Além dos sinais operacionais, alguns eventos aumentam a urgência de resolver O problema não é falta de dev. É falta de direção. Por exemplo, fusões e aquisições, reestruturações, mudança de estratégia de go-to-market, auditorias de compliance, migração para cloud e iniciativas de IA aplicada. Nesses momentos, a empresa precisa de direção para coordenar múltiplos times e manter estabilidade.

Se a sua organização está escalando squads, também vale agir cedo. Caso contrário, você institucionaliza inconsistências. Em outras palavras, cada novo time adota um padrão diferente, e a integração vira um projeto permanente.

Uma segunda referência executiva sobre liderança, alinhamento e práticas de gestão que sustentam performance pode ser encontrada na Harvard Business Review. Embora o contexto varie, o princípio é consistente: sistemas de decisão claros reduzem ambiguidade e melhoram execução.

Exemplo pratico: diagnóstico e virada em um projeto crítico

Imagine uma empresa B2B SaaS com 8 squads, um produto principal e integrações com ERPs. Apesar de um time experiente, a organização vive atrasos em entregas estratégicas, incidentes em produção e pressão comercial por features. A liderança acredita que falta capacidade e começa a abrir novas vagas. Entretanto, O problema não é falta de dev. É falta de direção.

Contexto

O plano do trimestre inclui: (1) reduzir churn, (2) lançar um módulo de billing e (3) migrar parte da plataforma para uma arquitetura mais resiliente. Contudo, o backlog cresce com demandas do time de vendas, solicitações de clientes enterprise e correções emergenciais. Como resultado, as squads operam com multitarefa e entregas parciais.

Diagnóstico em duas semanas

A empresa executa um diagnóstico orientado por dados e entrevistas. Em seguida, mapeia:

  • Objetivos conflitando: churn é prioridade no discurso, mas billing consome 60% da capacidade.
  • Discovery fraco: muitas histórias não têm hipótese, métrica ou critério de aceite mensurável.
  • Dependências ocultas: times aguardam dados e integrações, mas isso não aparece no plano.
  • Métricas erradas: reporting baseado em pontos entregues, sem ligação com churn ou receita.

Portanto, fica evidente que O problema não é falta de dev. É falta de direção: existe trabalho demais, porém não existe um mecanismo consistente de escolha e validação.

Intervenção: direção aplicada ao modelo operacional

Nos 30 dias seguintes, a empresa implementa um conjunto mínimo de mudanças:

  • Objetivos trimestrais com resultados-chave: churn e billing ganham metas numéricas e métricas de sucesso acordadas.
  • Triagem de backlog: itens sem hipótese e sem dono saem da fila; demandas entram via critérios.
  • Roteiro de discovery: cada iniciativa exige problema, público, hipótese, métrica e experimento mínimo.
  • Gestão de dependências: cria-se um quadro único de integrações e riscos, revisado semanalmente.
  • Saúde de engenharia: adiciona-se SLOs, monitoramento e um plano curto para reduzir falhas recorrentes.

Além disso, a liderança ajusta a cadência de decisão: revisões quinzenais de prioridades e checkpoints de risco. Assim, o time reduz replanejamentos improvisados e melhora foco.

Resultados em 90 dias (medidos)

Ao final do ciclo, a empresa observa: menor variação de escopo ao longo das sprints, aumento de previsibilidade do roadmap, queda de incidentes repetidos e melhora na adoção de funcionalidades ligadas à retenção. Embora ainda exista trabalho, a organização passa a operar com menos ruído. Consequentemente, contratações futuras tornam-se mais precisas, porque a empresa já sabe onde capacidade adicional gera impacto.

O ponto central: O problema não é falta de dev. É falta de direção e, por isso, a virada vem de decisões e mecanismos, não apenas de headcount.

Perguntas frequentes sobre O problema não é falta de dev. É falta de direção

1) Como identificar se o problema é direção e não capacidade?

Quando a equipe está sempre ocupada, porém os objetivos de negócio não avançam, você provavelmente enfrenta O problema não é falta de dev. É falta de direção. Além disso, sinais como backlog sem critérios, mudanças constantes e retrabalho apontam para falha de priorização e discovery.

2) Contratar mais desenvolvedores pode piorar o cenário?

Sim, quando O problema não é falta de dev. É falta de direção, mais pessoas aumentam coordenação, dependências e ruído. Portanto, o throughput pode até cair no curto prazo, enquanto a organização tenta alinhar decisões que ainda não existem.

3) Qual é o papel do CTO na construção de direção?

O CTO define padrões, saúde de engenharia, arquitetura e governança leve. Além disso, ele garante que a estratégia vire decisões operacionais e que métricas de confiabilidade coexistam com métricas de produto. Assim, o CTO reduz o risco de O problema não é falta de dev. É falta de direção virar dívida técnica e instabilidade.

4) Como o Product Manager contribui para direção sem travar a engenharia?

O PM cria clareza de problema, hipótese, público e métrica de sucesso. Em seguida, ele prioriza com critérios e evidencia trade-offs. Dessa forma, a engenharia mantém autonomia de solução, enquanto a empresa evita O problema não é falta de dev. É falta de direção por falta de contexto.

5) Quais métricas ajudam a reduzir o problema?

Combine outcomes (retenção, conversão, tempo de ciclo do usuário, receita por segmento) com métricas de fluxo e qualidade (lead time, taxa de falhas, tempo de restauração, WIP). Portanto, você evita o viés de medir apenas output, que alimenta O problema não é falta de dev. É falta de direção.

6) Direção é o mesmo que um roadmap detalhado?

Não. Direção define objetivos, princípios e critérios de decisão. Um roadmap detalhado pode existir, porém deve ser uma consequência de hipóteses e capacidade. Caso contrário, você institucionaliza O problema não é falta de dev. É falta de direção ao transformar desejos em compromissos sem base.

7) Como lidar com urgências do comercial sem perder direção?

Crie uma política de entrada: critérios de impacto, custo de atraso e risco, além de uma reserva explícita de capacidade para itens realmente emergenciais. Assim, você protege o foco e reduz a chance de O problema não é falta de dev. É falta de direção se repetir a cada semana.

8) Qual governança mínima você recomenda para squads?

Defina: objetivos trimestrais, revisões de prioridade em cadência fixa, gestão de dependências, definição de pronto e pós-mortem sem culpabilização. Além disso, registre decisões arquiteturais relevantes. Dessa forma, você cria direção suficiente sem burocracia e evita O problema não é falta de dev. É falta de direção.

9) Como equilibrar velocidade com qualidade em projetos críticos?

Implemente observabilidade, testes automatizados, SLOs e políticas de release que reflitam o risco. Em paralelo, mantenha discovery curto para reduzir incerteza. Portanto, você acelera com controle, em vez de acelerar para descobrir tarde que O problema não é falta de dev. É falta de direção.

10) Como a Kel Tech Solutions pode apoiar esse tipo de transformação?

A Kel Tech Solutions pode atuar com diagnóstico, estruturação de direção (objetivos, critérios, métricas), desenho de modelo operacional e montagem de squads estratégicos para projetos críticos. Além disso, pode acelerar delivery com boas práticas de engenharia, governança e confiabilidade, reduzindo o risco de O problema não é falta de dev. É falta de direção voltar a aparecer em novos ciclos.

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