Quando NÃO faz sentido contratar um squad é a decisão que protege orçamento, reduz risco operacional e evita desalinhamento entre estratégia, produto e engenharia. Embora o modelo de squad acelere entregas em muitos cenários, ele falha quando a empresa não tem requisitos mínimos de governança, clareza de escopo, maturidade de produto e capacidade de absorção. Neste artigo, você vai identificar sinais objetivos, critérios de decisão e alternativas práticas para escolher o modelo certo com base em impacto, risco e previsibilidade.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad significa reconhecer, com critérios técnicos e de negócio, que um time multidisciplinar dedicado não vai gerar o retorno esperado no seu contexto atual. Em outras palavras, você evita aplicar um modelo de execução desenhado para autonomia e velocidade em um ambiente que exige estabilidade, rotinas de operação, escopo fechado ou forte dependência de terceiros.
Um squad normalmente combina engenharia, produto e, muitas vezes, design e qualidade, trabalhando com backlog contínuo, métricas de valor e ciclos curtos. Entretanto, quando o problema é predominantemente operacional, quando a demanda é intermitente ou quando a organização não consegue fornecer liderança de produto e direcionamento, o squad tende a virar um “time de tarefas”. Nesse cenário, a empresa paga por capacidade dedicada, porém recebe output fragmentado e com baixa previsibilidade.
Além disso, quando NÃO faz sentido contratar um squad também se aplica quando há restrições de compliance, segurança e arquitetura que limitam autonomia. Se o time não consegue tomar decisões sem múltiplas aprovações, o modelo perde o principal benefício: reduzir filas e dependências para aumentar fluxo.
Na prática, quando NÃO faz sentido contratar um squad funciona como um processo de triagem e decisão. Primeiro, você caracteriza o tipo de trabalho: descoberta vs entrega, projeto vs produto, mudança vs operação. Depois, você mede a prontidão organizacional para sustentar um time dedicado com autonomia.
Para tornar essa decisão objetiva, avalie quatro dimensões. Em seguida, combine as evidências para decidir entre squad, projeto com escopo fechado, alocação sob demanda, time interno ou modelo híbrido.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad, geralmente existe ambiguidade sobre qual problema resolver, quais resultados medir e quais trade-offs são aceitáveis. Se você não tem uma métrica de resultado (ex.: redução de churn, aumento de conversão, diminuição de lead time, melhoria de NPS interno), o squad opera por volume de entregas. Consequentemente, você cria capacidade, mas não constrói valor.
Squads exigem um Product Owner ou Product Manager com tempo e mandato para priorizar. Portanto, quando NÃO faz sentido contratar um squad, frequentemente a empresa não tem dono de produto disponível, ou o “produto” é uma lista de demandas de áreas com prioridades conflitantes. Assim, o time entra em modo reativo, e o backlog vira disputa política.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad, existem gates excessivos: mudanças exigem CAB, validações longas, aprovação manual e janelas de deploy raras. Mesmo com boas práticas, a velocidade fica limitada por processos externos ao time. Nesse caso, um squad dedicado pode aumentar custo sem aumentar throughput.
Um squad externo ou misto precisa de onboarding, acesso, ambientes, dados e integração com times internos. Logo, quando NÃO faz sentido contratar um squad, a empresa não consegue fornecer rapidamente credenciais, pipeline de CI/CD, ambientes de teste e contexto de domínio. Como resultado, você paga por um time ocioso ou preso em dependências.
Quando esses sinais aparecem juntos, quando NÃO faz sentido contratar um squad deixa de ser opinião e vira diagnóstico. Nesse momento, você deve escolher um modelo que maximize previsibilidade e minimize custo de coordenação.
Embora pareça contraintuitivo, quando NÃO faz sentido contratar um squad traz benefícios concretos para gestão de tecnologia, finanças e risco. Em vez de insistir em um modelo inadequado, você alinha o formato de execução ao tipo de trabalho e à maturidade da organização. Assim, você reduz fricção e melhora a governança.
Além disso, quando NÃO faz sentido contratar um squad cria espaço para preparar a base. Muitas empresas precisam primeiro estabilizar pipelines, dados, governança e ownership. Depois disso, o squad passa a fazer sentido e entrega aceleração real.
Para decidir com segurança, compare o modelo de squad com alternativas tradicionais de execução. A diferença central está no tipo de trabalho e na capacidade de manter autonomia com responsabilidade.
| Critério | Squad dedicado | Modelo tradicional (projeto/fornecedor/recursos sob demanda) |
|---|---|---|
| Tipo de demanda ideal | Evolução contínua de produto, roadmap, experimentação e melhorias iterativas | Escopo fechado, demandas pontuais, sustentação, migrações com plano detalhado |
| Pré-requisito de produto | Owner claro, priorização e métricas de valor | Pode operar com requisitos mais fechados e governança por contrato/SOW |
| Dependências internas | Funciona melhor com autonomia e acesso rápido a ambientes e dados | Suporta mais dependências, pois aceita cadência mais lenta e marcos formais |
| Previsibilidade | Alta quando backlog estável e métricas bem definidas; baixa com escopo volátil | Maior previsibilidade com cronograma e entregáveis definidos |
| Governança e compliance | Exige guardrails e automação para manter velocidade | Funciona melhor com controles manuais e etapas formais, porém com mais custo de ciclo |
| Custo de coordenação | Baixo quando há autonomia real; alto quando há múltiplas aprovações | Mais alto por natureza, mas previsível em ambientes com forte hierarquia |
| Risco de desalinhamento | Alto se não houver dono de produto e critérios de sucesso | Menor se contrato, escopo e aceite estiverem bem definidos |
Portanto, quando NÃO faz sentido contratar um squad, o modelo tradicional pode ser superior, não por ser “melhor”, mas porque se ajusta às restrições e ao perfil de demanda do momento.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad deve entrar como uma etapa formal do seu processo de decisão de sourcing e delivery. Em vez de discutir apenas “time interno vs externo”, você avalia “qual formato maximiza valor com risco controlado”.
A seguir, estão cenários recorrentes em empresas B2B de tecnologia, fintechs, indústrias e plataformas digitais onde quando NÃO faz sentido contratar um squad tende a ser a escolha mais racional.
Se 60% a 80% do esforço vai para incidentes, correções emergenciais, tarefas de infra e solicitações de acesso, quando NÃO faz sentido contratar um squad focado em produto. Nesses casos, um modelo orientado a SRE/Operações, com runbooks, gestão de incidentes, SLOs e automação, traz mais retorno. Além disso, você separa claramente trabalho de confiabilidade do trabalho de evolução.
Quando a iniciativa exige coordenação com vários fornecedores, times legados e integrações rígidas, quando NÃO faz sentido contratar um squad sem um plano de integração e arquitetura definidos. Aqui, um modelo de projeto com marcos, matriz RACI, critérios de aceite e gestão de riscos costuma funcionar melhor, pelo menos até reduzir acoplamentos.
Se ninguém prioriza, decide trade-offs e protege o foco do time, quando NÃO faz sentido contratar um squad. Sem essa função, o squad vira executor de solicitações e perde a capacidade de gerar outcome. Antes de investir em capacidade, estruture ownership, defina objetivos (OKRs) e estabeleça um processo de discovery e priorização.
Em ambientes regulados, você pode até operar com squads, porém precisa de automação e guardrails. Caso contrário, quando NÃO faz sentido contratar um squad, porque cada mudança passa por aprovações longas, evidências manuais e janelas restritas. Nesse cenário, primeiro invista em DevSecOps, trilhas de auditoria automatizadas e pipelines com políticas.
Quando a empresa não consegue disponibilizar acessos em dias, não tem ambientes replicáveis e carece de documentação mínima, quando NÃO faz sentido contratar um squad que depende de autonomia. Enquanto isso, um formato mais consultivo e de diagnóstico pode mapear gaps, organizar repositórios, padronizar pipelines e preparar o terreno.
Se o negócio ainda está decidindo posicionamento, ICP, proposta de valor e prioridades de portfólio, quando NÃO faz sentido contratar um squad para “acelerar delivery”. Primeiro, valide hipóteses, feche direções e defina o que não será feito. Depois, o squad entra para escalar o que foi validado.
Uma referência útil para executivos é separar decisões por horizonte. Por exemplo, em horizontes curtos, você otimiza risco e continuidade. Em horizontes médios, você otimiza throughput e aprendizado. Essa lógica aparece em discussões sobre ambidestria e gestão de portfólio, frequentemente abordadas em veículos como a Harvard Business Review (https://hbr.org).
Considere uma empresa B2B SaaS com 200 colaboradores e uma plataforma crítica para faturamento. O CTO avalia contratar um squad para acelerar melhorias no módulo de billing. No entanto, nos últimos 90 dias, o time interno registrou aumento de incidentes, regressões em integrações e atrasos em fechamentos mensais.
Na análise inicial, aparecem evidências claras de quando NÃO faz sentido contratar um squad naquele momento:
Em vez de iniciar um squad, a empresa escolhe um plano em duas fases. Primeiro, estabelece um “programa de estabilização” de 6 a 8 semanas, com foco em confiabilidade: instrumentação (APM, tracing), testes automatizados prioritários, pipeline de CI/CD com gates, e definição de SLOs. Além disso, cria uma rotina de triagem semanal para separar trabalho de operação do trabalho de produto.
Somente na segunda fase, com incidentes reduzidos e fluxo de deploy estabilizado, a liderança reavalia. Nesse ponto, contratar um squad passa a fazer sentido, pois o time ganha autonomia e o PM recupera capacidade de priorizar por resultado. Assim, quando NÃO faz sentido contratar um squad vira uma decisão temporária, porém estratégica, para evitar acelerar um sistema instável.
Esse tipo de abordagem converge com recomendações de gestão de tecnologia e transformação que aparecem em pesquisas de consultorias como a McKinsey (https://www.mckinsey.com), especialmente quando a empresa precisa equilibrar resiliência, velocidade e governança.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad ocorre quando “muitas demandas” significa trabalho não priorizado e intermitente, sem dono de produto e sem critérios de sucesso. Nesse caso, você deve primeiro estabelecer triagem, classes de serviço e governança de backlog.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad para sustentação é comum porque sustentação exige SLAs, gestão de incidentes, runbooks e otimização de confiabilidade. Um modelo de operação ou SRE tende a ser mais eficiente do que um squad orientado a roadmap.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad acontece se o time interno não consegue absorver o squad: falta tempo para onboarding, revisão, governança e integração. Em vez disso, priorize remover gargalos internos, melhorar pipelines e estruturar ownership.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad em ambiente regulado ocorre quando compliance depende de processos manuais e aprovações longas. Antes, implemente guardrails automatizados, trilhas de auditoria e políticas no pipeline para permitir autonomia com controle.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad para migração de legado é frequente quando a migração tem escopo fechado, alto acoplamento e múltiplas dependências. Um modelo de projeto com marcos, gestão de risco e arquitetura definida costuma reduzir incerteza.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad para ganhar velocidade ocorre quando o gargalo não é capacidade, e sim processo, arquitetura ou governança. Se o lead time está preso em aprovações, ambientes e QA manual, mais pessoas não aumentam fluxo; você precisa otimizar o sistema.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad sem métricas ocorre porque o time não consegue otimizar outcome. Defina métricas de funil, retenção, conversão, custos operacionais ou SLOs antes de escalar execução.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad aparece quando não existe uma instância de decisão. Estabeleça um comitê leve de priorização, um dono de roadmap e regras de trade-off. Depois disso, o squad consegue operar com foco.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad para inovação ocorre se a empresa ainda não tem hipóteses claras, budget de experimentação e capacidade de medir aprendizado. Nesse caso, prefira um time enxuto de discovery e prototipação antes de escalar delivery.
Quando NÃO faz sentido contratar um squad, alternativas comuns incluem: projeto com escopo fechado (SOW), célula de sustentação com SLAs, consultoria de diagnóstico e preparação (arquitetura, DevSecOps), ou modelo híbrido com alocação parcial. A escolha depende do tipo de demanda, risco e capacidade de governança.
