Bons devs não salvam projetos ruins: por quê

Bons devs não salvam projetos ruins: por quê

Por que bons devs não salvam projetos ruins: o guia para líderes de tecnologia

Por que bons devs não salvam projetos ruins porque as causas do fracasso normalmente estão em estratégia, governança, produto, arquitetura e decisão executiva, e não na capacidade individual de implementação. Portanto, quando objetivos mudam sem critérios, requisitos não são priorizados, riscos não são geridos e a arquitetura não sustenta evolução, mesmo times excelentes apenas aceleram o consumo de orçamento e a geração de retrabalho.

O que é Por que bons devs não salvam projetos ruins

Por que bons devs não salvam projetos ruins é um diagnóstico de gestão e engenharia que reconhece um limite prático: talento técnico não compensa falhas estruturais de produto, processo e direção. Em empresas B2B de tecnologia, projetos degradam quando decisões se baseiam em urgência percebida, quando a comunicação entre negócio e engenharia falha e quando métricas incentivam volume de entrega, e não impacto.

Em outras palavras, um projeto “ruim” não é apenas um código com baixa qualidade. Ele costuma apresentar desalinhamento entre visão e execução, ausência de critérios de sucesso, backlog inflado, dependências externas não mapeadas, dívidas técnicas ignoradas e um modelo de priorização que troca previsibilidade por reatividade. Consequentemente, a equipe passa a operar em modo “apagar incêndios”, e isso reduz qualidade, moral e velocidade real.

Além disso, a ideia de que “colocar bons devs resolve” frequentemente mascara um problema de liderança: esperar que indivíduos corrijam decisões coletivas. Assim, o resultado típico é a criação de heróis operacionais, enquanto o sistema continua produzindo falhas. Em um cenário de complexidade crescente, isso se torna insustentável.

O que caracteriza um projeto ruim em contexto corporativo

Embora existam variações, projetos ruins em ambientes corporativos compartilham sinais claros. Primeiro, o trabalho não está conectado a objetivos mensuráveis, como redução de churn, aumento de conversão, melhoria de NPS ou diminuição de tempo de ciclo. Em seguida, requisitos chegam como “listas de desejos”, sem hipóteses testáveis e sem validação com usuários.

Além disso, o desenho técnico frequentemente ignora restrições reais: picos de tráfego, latência, compliance, integrações legadas, observabilidade e suporte 24/7. Dessa forma, a equipe até entrega, porém entrega algo que não se sustenta. Portanto, por que bons devs não salvam projetos ruins se torna uma pergunta sobre sistema, e não sobre pessoas.

Como funciona Por que bons devs não salvam projetos ruins

Por que bons devs não salvam projetos ruins funciona como um framework de análise que separa sintomas (atrasos, bugs, retrabalho) de causas (governança, decisões, arquitetura, produto e operação). Assim, líderes técnicos conseguem atacar o que realmente limita previsibilidade e valor. Em vez de contratar mais gente ou trocar a stack, o foco passa a ser o fluxo: da estratégia até a produção.

Primeiro, você identifica o tipo de falha dominante. Quando a falha é de produto, faltam discovery, definição de problema e critérios de sucesso. Quando é de engenharia, faltam padrões, testes, revisão e observabilidade. Quando é de gestão, faltam priorização, cadência e controle de escopo. Como resultado, o plano de ação muda completamente.

Camadas do problema: por que talento não basta

O talento técnico aumenta a capacidade de implementação, porém não altera, por si só, as entradas do sistema. Logo, se o backlog chega inconsistente, a equipe implementa inconsistências com mais eficiência. Além disso, se a arquitetura não suporta mudança, mais velocidade de desenvolvimento só aumenta a fila de incidentes. Portanto, por que bons devs não salvam projetos ruins também descreve a amplificação de gargalos.

Para decisores, vale olhar para cinco camadas, em sequência:

  • Estratégia e metas: objetivos claros, trade-offs e métricas de sucesso; sem isso, o projeto vira “entrega por entrega”.
  • Produto e discovery: hipóteses, validações e escopo orientado a valor; sem isso, requisitos mudam continuamente.
  • Arquitetura e plataforma: decisões sobre modularidade, integrações, escalabilidade e padrões; sem isso, qualquer mudança custa caro.
  • Processo e governança: priorização, gestão de risco, qualidade e release; sem isso, previsibilidade desaparece.
  • Operação e feedback: observabilidade, SLOs, suporte e aprendizado; sem isso, o produto não evolui com segurança.

Quando uma dessas camadas falha, desenvolvedores excelentes ficam presos em compensações. Por exemplo, eles reduzem testes para cumprir prazo, o que aumenta incidentes. Em seguida, o time entra em plantões, e a capacidade cai. Assim, a organização interpreta como “falta de performance”, quando o problema é sistêmico.

O ciclo do projeto ruim: um mecanismo previsível

Em projetos críticos, o ciclo costuma seguir um padrão. Primeiro, a empresa define um prazo fixo com base em expectativas comerciais. Depois, o escopo cresce porque stakeholders adicionam requisitos. Em seguida, a equipe tenta “ganhar tempo” cortando qualidade, documentação e automação. Logo após, a instabilidade aumenta e os deploys ficam mais arriscados. Consequentemente, o time desacelera, o que gera novas pressões e mais cortes. No final, o projeto custa mais e entrega menos.

Esse ciclo aparece com frequência em transformações digitais e iniciativas de modernização, principalmente quando a organização subestima o trabalho de integração e migração. Por isso, por que bons devs não salvam projetos ruins precisa ser tratado como um tema de liderança de engenharia e de gestão de portfólio.

Uma referência útil sobre fatores organizacionais que afetam performance e execução é a discussão sobre produtividade e práticas de gestão em tecnologia publicada pela Harvard Business Review. Além disso, análises de transformação e execução em escala, frequentemente abordadas pela McKinsey, reforçam que capacidade técnica só gera resultados quando opera dentro de um sistema coerente de decisões, métricas e governança.

Principais benefícios de Por que bons devs não salvam projetos ruins

Aplicar por que bons devs não salvam projetos ruins como lente de gestão traz benefícios diretos para CTOs, Heads de Engenharia e líderes de produto, porque muda o foco de “aumentar esforço” para “reduzir desperdício”. Assim, o investimento passa a gerar previsibilidade e resultado de negócio.

  • Diagnóstico objetivo do que bloqueia valor: você separa problema de capacidade de problema de direção, o que acelera decisões.
  • Redução de retrabalho e custo de mudança: ao estabilizar requisitos e arquitetura, a organização reduz refações e incidentes.
  • Melhoria de previsibilidade: com critérios de sucesso, gestão de escopo e qualidade, o time estima melhor e entrega com menor variação.
  • Governança adequada para projetos críticos: você cria checkpoints, gestão de risco e métricas de fluxo, portanto reduz surpresas.
  • Alinhamento entre produto, engenharia e negócios: ao definir prioridades e trade-offs, o roadmap fica consistente e defensável.
  • Qualidade operacional e confiabilidade: SLOs, observabilidade e automação reduzem incidentes, o que libera capacidade para evoluir.
  • Decisões de contratação e squads mais inteligentes: em vez de “contratar para apagar incêndio”, você contrata para uma estratégia clara.

Além disso, esse modelo melhora a retenção de talentos. Afinal, bons profissionais evitam contextos onde decisões mudam sem critério e onde a qualidade sempre perde. Portanto, reconhecer por que bons devs não salvam projetos ruins também é uma medida de saúde organizacional.

Comparativo: Por que bons devs não salvam projetos ruins vs modelo tradicional

O modelo tradicional tenta resolver atrasos com mais pessoas, mais horas e mais pressão. Em contrapartida, a abordagem baseada em por que bons devs não salvam projetos ruins reorganiza o sistema para que talento gere resultado. A tabela abaixo resume diferenças práticas.

Dimensão Modelo tradicional Abordagem “Por que bons devs não salvam projetos ruins”
Premissa Talento e esforço compensam falhas Sistema e decisões definem o limite de performance
Gestão de escopo Escopo cresce; controle informal Escopo orientado a hipóteses, valor e critérios de sucesso
Planejamento Prazos fixos com baixa margem Planejamento por risco, dependências e capacidade real
Arquitetura Decisões reativas; acoplamento aumenta Arquitetura evolutiva, modularidade e padrões explícitos
Qualidade Testes e automação “quando der” Qualidade como requisito: CI/CD, testes e gates
Operação Incidentes recorrentes; pouco feedback Observabilidade, SLOs e pós-incidente com aprendizado
Métricas Volume de entregas e horas trabalhadas Lead time, taxa de falha, MTTR e impacto de negócio
Organização Dependências entre times não tratadas Ownership claro, interfaces e acordos entre domínios
Resultado típico Entrega tardia e instável Entrega previsível, sustentável e alinhada ao negócio

Assim, em vez de “salvar” o projeto com esforço, você redesenha condições para execução. Portanto, por que bons devs não salvam projetos ruins vira um guia para governança e arquitetura, não um julgamento sobre pessoas.

Quando implementar Por que bons devs não salvam projetos ruins na sua empresa

Você deve implementar por que bons devs não salvam projetos ruins quando notar sinais de que capacidade técnica está sendo desperdiçada por decisões e processos. Em geral, esses sinais aparecem antes do fracasso formal. Portanto, agir cedo reduz custo de correção.

Sinais práticos de que o projeto está “ruim” (e não o time)

Considere iniciar uma intervenção estruturada quando pelo menos três destes pontos ocorrerem ao mesmo tempo:

  • O roadmap muda semanalmente e o time não consegue fechar incrementos com confiança.
  • Os requisitos chegam sem critérios de aceite, sem hipótese e sem métricas.
  • Há dependências críticas com áreas externas e ninguém as governa.
  • A taxa de incidentes aumenta após cada release, portanto o time evita deploy.
  • Estimativas variam muito, e a discussão sempre vira “produtividade do time”.
  • O backlog cresce mais rápido do que o time entrega, mesmo com pessoas experientes.
  • Dívida técnica vira um “tema recorrente” mas nunca entra em prioridade real.

Além disso, se a empresa vive ciclos de replatforming ou reescritas frequentes, provavelmente há um problema de decisão arquitetural e de governança. Nesse cenário, por que bons devs não salvam projetos ruins ajuda a criar um plano incremental, evitando apostas de alto risco.

Decisão executiva: o que mudar primeiro

Para líderes, a pergunta correta não é “quem colocar no projeto”, e sim “qual restrição impede o projeto de gerar valor”. Assim, mude primeiro o que reduz desperdício mais rapidamente:

  • Defina critérios de sucesso (métrica, prazo de validação e escopo mínimo).
  • Imponha governança de escopo (mudança com trade-off explícito).
  • Reduza dependências (interfaces claras e ownership de domínios).
  • Estabilize a base técnica (observabilidade, testes e pipeline).

Em seguida, faça uma revisão de arquitetura e fluxo de entrega. Como resultado, o time passa a operar com menos variabilidade. Portanto, você reduz a necessidade de “salvadores” e aumenta a capacidade sustentável.

Exemplo pratico: recuperação de um projeto crítico B2B

Uma empresa SaaS B2B do setor financeiro iniciou um projeto de modernização do módulo de faturamento para suportar novos modelos de precificação e integrações. Apesar de contar com desenvolvedores seniores, o projeto atrasou quatro meses, e a diretoria passou a considerar uma reescrita completa. A partir daí, aplicaram o diagnóstico de por que bons devs não salvam projetos ruins para identificar causas.

Contexto e sintomas

O time relatava alta complexidade e muitas exceções. Além disso, o suporte registrava aumento de incidentes após releases. Embora os devs entregassem muitas PRs, o lead time crescia e as validações demoravam. Portanto, a sensação era de esforço alto com resultado baixo.

Causas identificadas (não eram “falta de bons devs”)

  • Produto sem hipótese e sem critérios: cada stakeholder pedia um fluxo diferente, e ninguém priorizava por valor.
  • Arquitetura acoplada: regras de faturamento estavam espalhadas por vários serviços e por triggers no banco.
  • Ausência de contrato de integração: integrações com ERP e gateway de pagamento mudavam sem versionamento.
  • Baixa observabilidade: o time não conseguia relacionar falhas a cenários específicos, portanto corrigia “no escuro”.

Intervenção aplicada

Primeiro, definiram um objetivo de negócio mensurável: reduzir tempo de ativação de planos enterprise em 30% e diminuir incidentes de cobrança em 40% em 90 dias. Em seguida, limitaram o escopo a três jornadas prioritárias, com critérios de aceite e definição de pronto. Além disso, criaram uma camada de domínio para regras de faturamento, com testes automatizados e contrato versionado para integrações.

Do ponto de vista de execução, estabeleceram uma cadência quinzenal com demo para áreas envolvidas e uma política de mudanças: qualquer novo requisito entrava apenas com trade-off explícito (o que sai, o que entra, qual impacto). Como resultado, o time reduziu retrabalho, estabilizou releases e voltou a ganhar previsibilidade.

Resultados observados

Em oito semanas, o lead time médio caiu, e a taxa de incidentes pós-release diminuiu de forma consistente. Além disso, a empresa conseguiu lançar o novo modelo de precificação sem reescrever todo o módulo. O principal aprendizado foi direto: por que bons devs não salvam projetos ruins porque o sistema de decisões e a base técnica definem a velocidade real; quando esse sistema melhora, bons devs multiplicam valor.

Perguntas frequentes sobre Por que bons devs não salvam projetos ruins

1) Por que bons devs não salvam projetos ruins mesmo com alta produtividade?

Por que bons devs não salvam projetos ruins porque produtividade local (commits, PRs, horas) não corrige entradas erradas, arquitetura inadequada e governança fraca. Portanto, o time pode produzir muito e ainda assim gerar retrabalho e instabilidade.

2) O que define um “projeto ruim” em termos técnicos e de negócio?

Um projeto é “ruim” quando não tem objetivos mensuráveis, tem escopo instável, depende de integrações não governadas e opera com baixa qualidade operacional. Além disso, um projeto se torna ruim quando a organização força prazos sem gerenciar risco e dependências, o que degrada previsibilidade.

3) Contratar mais desenvolvedores resolve?

Em geral, não resolve. Primeiro, a curva de onboarding e a complexidade de coordenação aumentam. Em seguida, se a causa raiz for escopo, arquitetura ou decisão, mais pessoas apenas aceleram o consumo de budget. Portanto, corrija o sistema antes de aumentar capacidade.

4) Qual é o papel do CTO nesse cenário?

O CTO deve definir critérios de sucesso, governança de escopo, padrões de engenharia e limites de risco. Além disso, deve alinhar produto e engenharia em métricas e trade-offs. Assim, a organização reduz a necessidade de “heróis” e aumenta sustentabilidade.

5) Como medir se o problema é de sistema e não de performance individual?

Use métricas de fluxo e confiabilidade, como lead time, taxa de falha em mudanças, MTTR e frequência de deploy. Se essas métricas pioram enquanto o esforço aumenta, o problema tende a ser sistêmico. Além disso, backlog instável e dependências não geridas reforçam esse diagnóstico.

6) Por que requisitos mal definidos afetam tanto a execução?

Porque requisitos sem hipótese, priorização e critérios de aceite aumentam ambiguidade. Consequentemente, o time implementa suposições, e as revisões viram negociação contínua. Portanto, a execução perde foco, e o custo de mudança cresce ao longo do tempo.

7) Dívida técnica é causa ou sintoma de projeto ruim?

Normalmente é ambos. Ela começa como sintoma de decisões de prazo e escopo, porém vira causa quando impede evolução e aumenta incidentes. Assim, gerenciar dívida técnica como item de portfólio, e não como “desejo do time”, é essencial.

8) Reescrever o sistema é uma saída recomendada?

Raramente como primeira opção. Reescritas aumentam risco, duplicam custo por um período e costumam falhar quando a governança continua fraca. Portanto, prefira modernização incremental, com arquitetura evolutiva, observabilidade e testes, além de cortes de escopo bem definidos.

9) Como alinhar stakeholders para reduzir mudanças constantes?

Defina um mecanismo claro de priorização (por impacto e esforço), um processo de change control com trade-offs e uma cadência de demonstração com feedback. Além disso, amarre decisões a métricas de resultado. Assim, a mudança deixa de ser ruído e passa a ser governada.

10) Como a Kel Tech Solutions atua quando encontra projetos nesse estado?

A Kel Tech Solutions estrutura um diagnóstico técnico e de delivery, define um plano de estabilização (qualidade, observabilidade e fluxo), e monta squads estratégicos para entregar incrementos com governança e métricas. Assim, a empresa recupera previsibilidade e reduz risco em projetos críticos, atacando as causas que explicam por que bons devs não salvam projetos ruins.

Sugestão de imagem editorial: foto de uma equipe de engenharia em sala de reunião analisando um quadro com dependências, riscos e arquitetura (diagrama de sistemas), reforçando a ideia de que problemas são sistêmicos e não individuais.

en_US